Segundo a Receita Federal, problemas internos,
incluindo a greve de auditores-fiscais, explicam o atraso
A apresentação da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2025 começou dia 17, mas o contribuinte ainda não conta com a facilidade da declaração pré-preenchida, que só estará disponível a partir de 1º de abril.
De acordo com a Receita Federal, o atraso deveu-se a dificuldades internas, como a greve dos auditores-fiscais. O órgão esclarece, porém, que dados parciais da pré-preenchida, como as informações prestadas por empregadores, convênios médicos e prestadores de serviços, já estão liberados.
Utilizada por um número cada vez maior de brasileiros, essa modalidade traz vários campos já preenchidos. Para o preenchimento, a Receita Federal usa a declaração do ano anterior do contribuinte e declarações de terceiros, como a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), entregue pelos empregadores, e a Declaração de Serviços Médicos (Dmed), enviada por prestadores de serviço de saúde. Também são utilizados dados declarados por instituições financeiras (e-Financeira), cartórios (Declaração sobre Operações Imobiliárias), imobiliárias (Declaração de Informações sobre atividades Imobiliárias), exchanges (criptoativos) e prestadores de serviço (carnê-leão).
Esse tipo de declaração permite, ainda, a importação de dados de dependentes, o que exige a emissão de uma procuração digital.
Outra vantagem de usar a declaração pré-preenchida é que ela coloca o contribuinte na lista de grupos com prioridade para receber a restituição.
Apesar da praticidade de ter tantas informações preenchidas, o contribuinte tem de revisar com atenção esses dados para evitar omissões ou divergências. Precisa, ainda, organizar e arquivar os comprovantes das informações prestadas para a eventualidade de serem solicitados no futuro.
O acesso à declaração pré-preenchida exige conta gov.br nível prata ou ouro.